Suprema Insondabilidade

Senhor, como conceber-vos
a grandeza,
se  sois ainda insondável
à pequenez?

Vós, que criastes o Universo,
a natureza,
os seres todos,  e cada qual
à sua vez?

Que nos mares verdes-azuis,
na profundeza,
vidas várias  vós povoastes,
n’ aluvião,

dizei-me, Senhor da vida,
da beleza,
como sentir-vos,  Supra Mônada,
n’ amplidão?

Vós, que na flor o néctar colocastes
às falenas,
com o maior cuidado e zelo,
com ardor,

como entender dos arcanos vossos,
às centenas,
se entender-nos longe estamos inda,
com amor?

Ensinai-nos, Suprema Mônada
do Infinito,
como de vós aproximar-nos
em ação?

Será preciso, Pai, Senhor, somente
um grito
à Vossa amorosidade – no pulsar
do coração?!…

Goiânia, 19 de novembro de 2019

Weimar Muniz de Oliveira
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