ABRAME – A Questão do Tráfico de Drogas
A Questão do Tráfico de Drogas

 A lei atual de tóxico disciplina, em seus artigos finais, o dever de o poder público oferecer o tratamento adequado àqueles que são vítimas dos traficantes. Mas segundo o Desembargador Honildo Amaral de Melo Castro, são poucas as vezes que tem se deparado com sentenças que façam aplicar esse dispositivo.Ele chamou a atenção dos colegas sobre a importância de que as vítimas do tráfico sejam tratadas, porque isso é uma doença.

A Juíza Eulaide frisou que se alguém perguntasse o que ela considera a materialização do mal na Terra, sem pestanejar, responderia: o tráfico de drogas. Segundo ela, este é o desafio de emergência de todo homem de bem, não apenas aqueles que seguem as leis espíritas, porque existem também outras crenças e pessoas que laboram por um mundo melhor. A questão do tráfico de drogas é séria do ponto de vista do comprometimento espiritual, porque atinge o maior presente que Deus nos deu, que é o livre-arbítrio.

Para combater essa chaga social, é necessário que todos estejam engajados numa proposta de educação espiritualizante. “É uma proposta de longo prazo. Gerações se sucederão, mas se nós não começarmos, não teremos jovens com condições de dizer: ‘eu não quero me drogar porque não me faz bem, porque eu posso estar bem independente da droga’.”

“Quando vemos o jovem optando pela droga, alguma coisa está errada. Falta diálogo, falta acompanhamento da família e dos pais, falta um entendimento no sentido de que todos nós estamos passíveis a um momento de fragilidade e é muitas vezes desse momento que as pessoas que convivem com a droga se aproveitam. Temos o nosso passado todo de vícios, de erros a serem recuperados e cabe a nós, pais, profissionais e cidadãos dessa sociedade, lutarmos contra isso”, disse a magistrada.

Referência: 2ª Edição da Revista ABRAME.


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