ABRAME – A Melhor Forma Para Efetivar a Justiça
A Melhor Forma Para Efetivar a Justiça

Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo algum, entrareis no Reino dos Céus.” Com esta frase, atribuída a Jesus pelo Apóstolo Mateus, a magistrada Zelite Andrade Carneiro abriu sua exposição.

 

Os escribas e os fariseus,segundo ela, eramhomens muito ciosos dos seus compromissos sociais e religiosos e cumpriam à risca todos os mandamentos nos quais acreditavam. Porém, a par de serem tão ciosos de suas obrigações sociais e religiosas, eram frios, vazios e calculistas, não perdoavam o menor deslize de seus semelhantes, tratavam mal os estrangeiros e apenas vislumbravam benefícios para si.

 

“Quantas vezes não fomos escribas e fariseus, julgando com facilidade a atitude do nosso semelhante?”, disse ela, destacando que a Justiça, nos tribunais, diante da grande carga de processos distribuídos aos juízes, exige hoje um novo enfoque sob o ponto de vista estrutural. É inadmissível que um magistrado possa dar cabo de três, quatro, cinco mil processos em uma vara.

 

Mesmo diante de uma situação estressante de trabalho, com a qual o juiz tem que lidar diariamente, é possível construir. “Temos que florescer onde Deus nos “coloca, porque até os cactos têm flores a par dos espinhos”, destacou a Dra. Zelite.

 

“A meu ver não existe uma outra fórmula melhor e mais especial de tornar efetiva a Justiça, a prestação jurisdicional, a distribuição da Justiça senão através da conciliação. Mas como fazer isso à luz da Doutrina? Se não tivermos um juiz humano, não teremos uma Justiça humana”.

 

Referência: 2ª Edição da Revista ABRAME.

 


#